sexta-feira, 10 de julho de 2009

Então... lamento

Cheguei em casa enquanto amanhecia e fiquei lendo algumas coisas na internet e escrevendo um pouco. Estou extremamente agitada, impaciente e certamente ansiosa.

Tenho algumas coisas pra fazer, mas algumas delas despertam dentro de mim uma preguiça sem tamanho e por isso vou adiando, adiando... Mas comecei a escrever agora não por conta da preguiça, ou pra fugir de alguma coisa. Comecei a escrever porque hoje de madrugada senti uma falta enorme da minha agenda.

Ontem à noite fui até a casa de um amigo rever todo mundo e fazer o bendito social. Não estava nenhum pouco com vontade de ir, mas tenho em mente – e o duro é que é verdade – que “quem não é visto não é lembrado”. Cheguei lá e não deu muito tempo todo mundo começou a ir embora. Por insistência do meu irmão mais velho que adotei fiquei, embora ele tenha ido dormir logo depois. Fiquei na sala assistindo um filme super chato (Once Upon a Time in Mexico).

Antes de ir pra lá achei que não demoraria, e realmente não pretendia, e por isso não levei minha bolsa. Carrego aquele peso para todos os lados, e quando digo bolsa quero, na verdade, dizer agenda.

E antes de quase todo mundo ir embora fiquei ali, sentada, observando algumas pessoas um pouco injuriadas porque a cerveja ainda estava quente (não podiam ficar bêbadas) e elas somente se permitiram conversar a respeito da mesma coisa quando um amigo chegou (bêbado) e tomou a atenção de todos. Naquele momento tinham motivo pra rir, pra tirar o sarro.

Na mesma hora pensei onde estava o meu refúgio. Queria vomitar essa sensação que tenho quando estou com eles. Sei que conheço a maioria há bastante tempo, mas antigamente essas coisas não me incomodavam a esse ponto. Hoje em dia me tira do sério! Eles passam dias seguidos desnorteados por conta de tudo que ingerem ou inalam. Vão trabalhar assim! E o que me irrita nisso tudo é a falta de limite.

Não sabem aproveitar determinados momentos... Um deles montou o que chamamos de “nerdolândia” e ficou no computador, jogando ou fazendo alguma outra coisa que desconheço. Poxa! Faz isso outra hora. Depois esse mesmo infeliz fala que quer ver Dr. House, Fala que eu te escuto e “um filminho bacana com drogas, sexo e rock and roll”. Ah, por favor! Agora paro pra pensar e em todo o tempo que eu fiquei lá eu tive (sem brincadeira) dois diálogos com ele, porque o resto que perguntei ele sequer se deu ao trabalho de responder.

Não é a toa que várias vezes eu chego em casa e me arrependo horrores de ter trocado a minha cama, quentinha com vários cobertores, por uma roda qualquer.

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