quinta-feira, 9 de julho de 2009

Da Vinci














Outra coisa que vi mais de perto no Sírio foi o Robô Da Vinci, que na verdade é um dos mais modernos sistemas robóticos para cirurgia. Incrível, tenho que concordar. Há inúmeras vantagens: os instrumentos do robô são articulados e podem girar 360° (diferente do punho humano); a recuperação do paciente é mais rápida se comparada a videolaparoscopia ou a cirurgia convencional; o cirurgião que opera, e comanda o robô, tem uma visão 3D, além de conseguir realizar cortes mais precisos, sem tremer, entre mais uma série de coisas.









Mas paro pra pensar e não sei se essa tecnologia ainda vai nos levar ao “plenamente satisfatório”. À cura, ao sucesso? Talvez sim. Acredito que seja por isso que os hospitais de ponta estão investindo milhões em equipamentos e em treinamentos da equipe, entretanto nos leva também a ausência de humanização em saúde. Perdemos o contato e as coisas vão ficando cada vez mais superficiais, sem toque, sem acompanhamento, sem compaixão. Tudo se torna frio e renovável.

Vejo vantagem se as pessoas vissem as coisas como aprimoramento, como aliado. Troca-se tudo pelo computador hoje em dia: beijos, olhares... Falar pessoalmente, ligar pra desejar um bom dia? Pra quê? Tem o orkut, tem o MSN, tem e-mail, e no final tudo se torna apático.

Espero que em medicina, em saúde, em vida não seja assim.

Um comentário:

  1. O mais triste não é a tecnologia que salva e salvará milhares, o triste é saber que nem todos terão a oportunidade de serem salvos pelas máquinas, pq?Porque os seres humanos que as conduzem viram as costas pros mais necessitados...A humanidade se perdeu antes mesmo da primeira máquina surgir, depois dela só arranjamos uma desculpa =S

    ResponderExcluir