segunda-feira, 6 de julho de 2009

Domingo

Cheguei duas e pouco da manhã e acordei não tem muito tempo, mas não porque quis, e sim porque meu pai fez o favor de entrar no meu quarto como se entra pra guerra. Dei um pulo da cama e com o coração tão descompassado resolvi levantar e escrever.

Escrever, escrever e escrever. Sei que tenho que colocar pra fora todo esse sentimento dos últimos dias, mas até falta paciência pra parar um pouco pra pensar. Não quero pensar a respeito disso tudo. Não quero saber de fato o que estou pensando. Dane-se!

Pego a minha agenda e os dias estão em branco, mas é como se eu enxergasse tudo com letras miúdas, como se eu fosse capaz de sentir aquilo que está escrito ali, branco no branco.

Ontem eu cheguei e fui pra frente do espelho. Não pra me olhar, me arrumar e muito menos pra caçar defeitos e afins. Parei pra conversar um pouco comigo, pra ver o que aquela outra pessoa que – vira e mexe – às vezes tento esconder por medo, por vaidade. Ainda assim falei pouco e ela não falou quase nada... Apenas sorriu pra mim e disse “vai deitar, vai”.

Obedeci e subi as escadas. Por efeito de boas doses de um bom vinho entrei no quarto e deitei. Leve, arrítmica, ansiosa e ainda nervosa. Depois de certo tempo pensei como seria se eu não fosse o que acabo sendo nas entrelinhas, mas logo abandonei a ideia porque nem quero saber como é: deve ser muito chato.

Embora tenha dormido pouco, confirmei o que havia dito na mensagem – totalmente fora do que deveria ser uma resposta, mas tudo bem. Ainda assim dormi bem. Muito bem.

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