Estava sentada na sala e nem fazia ideia das músicas que estavam gravadas naquele CD. Primeiro veio Beirut, logo em seguida Cat Power e depois chega Damien Rice cantando “The Blowers Daughter”. Com o ouvido tão perto de uma das caixas era como se o próprio cantasse ali, ao meu lado. Fechei os olhos e inevitavelmente lembrei do filme Closer.
Segurei e no meio da música – no hero in her sky – não pude conter aquilo que tanto pedia pra sair. Escorreu a primeira lágrima que percorreu o meu nariz e tocou meu ombro. Depois da primeira vieram várias, involuntárias.
Uma mudança repentina de estado. Não estava triste, mas estava mergulhada em dúvidas. Essa noite, às quatro e meia, fui acordada e obrigada a ler uma mensagem pra lá de desnecessária. A minha vontade, ao perder o sono, era ligar de volta falando um monte, mas não fiz isso.
Na sala parei pra pensar e tentei imaginar porque tudo isso acontece. Só é legal conquistar depois que termina? Depois de ter chorado muito, de ter sentido arrependimento por tudo aquilo que fez, por todos os valores atropelados, por todos os sentimentos criados e nascido no meio de tanta pedra, de tanto empecilho?
promete-me que terás saudades minhas...
Há 14 anos

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