terça-feira, 28 de julho de 2009

Ame e Dê Vexame!


Eu
li
um
pouquinho
do
livro
e
agora
preciso
achá-lo
e
devorá-lo!

Tequila!!!! Esquentou, mas queimou!



Muito antes...



Um pouco antes...

(com a canela!)



Praticamente durante...




Logo depois...



(hahahaha. Clique para ampliar! Coisa horrível!)



Nessa sexta chuvosa, os meus amigos me salvaram. Claro que a noite teve lá os seus perrengues como gente mal olhando na minha cara (de novo e como já se era de esperar), mas ainda assim o saldo foi bem positivo.

Aquecedor, cobertas, filme que eu não queria nem ver (espiritismo estou fora!), fondue, amendoim, tequila (prata e por isso a cara feia de todo mundo), poker, amigos, programas para maiores e montinho.

Nada melhor pra me distrair em um dia chato, chuvoso e chorão.

Eu já desisti!



Daí quando eu entro no MSN e dou de cara com isso, paro pra pensar. Quantas vezes eu reclamei (com ou sem razão, pouco importa) dessa maneira RIDÍCULA de escrever, desses vícios de linguagem HORRÍVEIS, que acaba criando aquela merda de círculo vicioso? Até que chega o momento em que a pessoa não sabe mais diferenciar o que é net e aquilo que é diálogo! Vira um jogo de palavras desnecessárias que o Aurélio faz questão de deixá-las BEM longe dali, tais como “abrazzzzzzzzz”, "mano", "naum", "flw", entre outras que me tiram do sério.

Ainda não consigo entender qual a diferença entre digitar “não” e “naum”. É a mesma quantidade de teclas a serem apertadas. Confesso, já escrevi assim, mas esse período pré-adolescente ENFIM passou. E como me arrependo de não ter expulsado antes essa fase medíocre (embora um pouco necessária) da minha vida.

Pode até ser um “pikeno” motivo, mas me irrita muito!

PS: quando desabafo aqui falando de “vícios de linguagem” entendam que abreviar é muito diferente de escrever errado, ainda mais sem necessidade. Algumas como pq, ñ, cmg, sdd – e por aí vai – não me incomodam.

sábado, 25 de julho de 2009

o 'm' da minha mortadela, do meu amor, da minha amizade!

Ontem à noite, de uma maneira meio desesperada, te chamei no MSN e falei pra gente sair, pra beber alguma coisa. Eu, confesso, estava desnorteada, com uma angústia horrorosa trancafiada no peito que escorria pelos olhos, mas ainda assim não adiantava.


Você como sempre me socorreu, me pegou no colo.

10 horas da manhã e nós dois ali, ainda, conversando depois de rir, de comer fondue, de jogar poker, de encher os olhos d’água e de comer pastel de feira, naquela chuva... Eu saí dali, daquele carro, mais leve, mais solta, com mais vontade de enfiar a cabeça naquilo que quero e esquecer todo o resto.

Puta merda! Como eu te amo!

“Meu amor, meu amor... Nunca te ausentes de mim”.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Stella Artois

Como eu gosto dessa cerveja!




Nada melhor pra fechar o dia de compras com a minha mãe! ;)

Tudo aquilo que não foi

Hoje andando de carro pela Avenida do Estado, voltando pra casa, me lembrei da última vez que tinha passado por ali. Ouvindo uma música qualquer no rádio, com o pensamento longe, longe. Há tempos estou pra registrar isso de uma maneira mais leve do que na minha agenda, até porque tenho menos paciência pra escrever lá.

Uns três meses atrás transitar por aquela avenida era costume, hábito semanal. Podia ser no banco do passageiro ou deitada, contando quantos postes passavam pela gente. Confesso que estava feliz sim e por isso tinha medo. Tudo parecia se encaixar muito bem, as palavras que saiam daquela maldita boca era exatamente o que eu queria ouvir e a mão que repousava em minha coxa era grande, maior que a minha.

Tola, burra, pensei quando revi todo aquele caminho totalmente batido. Perdi a conta de quantas vezes a razão me segurou, quantas vezes ela me mandou ter calma e abrir os olhos... Embora tenha perdido a conta de quantos minutos de sermões chatos e longos escutei dentro do carro, na frente da minha casa. Naqueles minutos eu cresci e, infelizmente, acreditava que tudo aquilo que estava ouvindo era pro meu bem. Hoje creio que tudo aquilo que era falado era simplesmente por comodismo, pro próprio bem-estar (dele!).

Quando tudo começou a ter partido apenas do meu lado, que a situação começou a ficar obscura e estranha escrevi, não acreditando muito no que registrava, que ele analisava tanto os defeitos dos outros que era incapaz de enxergar que, se ele não era igual, era ainda pior. Sempre gostei e preferi pessoas que se mostravam como realmente eram. Nunca gostei de fantasias, de faz de conta... Tanto que nunca me mostrei puritana, politicamente correta... Mas quando coloquei tudo no papel ainda acreditava que as coisas poderiam ser diferentes, que aquele homem que ele mostrou ser realmente existia, não era fingimento. Engano meu, mais uma vez. Hoje sinto repulsa por toda aquela encenação e frases prontas.

E sabe que eu até tento entender? Certas pessoas se dizem maduras, batem no peito pra falar que são diferentes de todos os outros “moleques” e no fundo não se dão conta da mentira envolvida nisso tudo. É uma hipocrisia sem margens! Mas estou aprendendo a não ligar mais... Tais pessoas proclamam tanto aquilo que não é verdade que elas começam e tomam como realidade os próprios absurdos que divulgam por aí.

Lamento. E como lamento! Acho triste pensar em alguém que tem como alimento algo que não é real, que não é nenhum pouco vital.



Se eu era a “menininha” (como carinhosamente gostava de ser chamada), hoje eu digo que ele era molequinho. Moleque ele realmente não era. Era muita coisa chamá-lo assim.

sábado, 18 de julho de 2009

Vício simples

Na cozinha, fazendo algumas coisas e cansada de falar pra Aysla qual era o limite dela fiquei pensando e de repente fui bombardeada por ideias e tentei gravar algumas palavras pra não esquecer toda a minha linha de raciocínio.

Agora, ouvindo Chico Buarque e olhando o tempo pela janela (a tal neblina característica daqui) penso o quão viciada sou. Sim, tenho que confessar que sou uma viciada de primeira. Viciada de quinta categoria, da pior espécie. Seria capaz de listar isso como um defeito, do qual falo pouco. Muito pouco. Aliás, falo pouco dos meus defeitos. São tão transparentes, visíveis... Sabe a “segunda pele”? Então! Não vivo sem, assumo.

Sou totalmente frustrada por viver numa sociedade tão mesquinha, transbordando pelos cantos gente estúpida, gente hipócrita, e por isso sou egoísta. Egoísta ao ponto de fazer um pré-julgamento dos gostos de quem admira a Mulher Melancia, por exemplo. Coloquei em um canal esses dias e a vi cantando. Tenho vergonha por ela e por quem deixa uma pessoa daquela, só porque tem 121 cm de bunda, aparecer. É burrice e falta de cultura por centímetro quadrado! Por isso também sou chata, já que os filhos das minhas amigas têm acesso a esse tipo de porcaria e vulgaridade no meio da semana, às três e meia da tarde. Porque não colocam Chico, Gonzaguinha, Tom, Calcanhotto...? Poderia continuar listando o nome de muita gente que canta música boa (na verdade acredito que “música boa” é pleonasmo. O que lançam hoje em dia não pode e nem deveria ser considerado como música e nem preciso citar a qualidade).

Também sou mendiga. E como sou! Sou aquele tipo de pessoa carente ao extremo, que adora alguns mimos. Muita gente já me perguntou “qual é a graça disso?” – um carinho que adoro e quem vê acha bobo e até um pouco infantil – e eu sempre respondi que “a graça é o contato físico”. Só tudo isso. Mendigo contato (“Pechincha de amor; Mas que eu faço tanta questão; Que se tiver precisão; Eu furto”). Sou, me tornei uma pessoa totalmente expansiva que adora o ser humano – qualquer um. Converso com todo mundo, desde o faxineiro até o fulano que é o dono. Pra mim pouco importa qual é o cargo, mas já perdi a conta de quantas vezes ouvi “ela gosta de conversar com essa velharada chata”. Daí, nesse momento, eu sou grossa. Fecho a cara e mando a pessoa ir sem mim. Também já perdi a conta de quantas coisas aprendi com pessoas “velhas” e sempre que falo que aprendi com eles me lembro de um casal que conversei uns 15 minutos. Trago comigo até hoje o que aquele senhor, dono dos olhos azuis de sua esposa, me disse. Há meses, talvez anos que eu tive a sorte e o prazer de conversar com ele. Não sei o seu nome, não sei se resistiu bravamente aos problemas de saúde e se conseguiu passar dos seus duros 90 anos e muito menos se continua indo ao baile todas às quartas-feiras, embora saiba que comigo ele sempre estará. Ele e os olhos azuis rasos d’água de sua esposa.

Ah, como eu queria um amor daquele pra mim! Sempre que penso nos dois, naquelas alianças douradas ainda nos dedos, sou extremamente boba e um pouco rude. Hoje em dia tudo ficou mais fácil e “eu te amo” virou “bom dia”. Todo mundo ama todo mundo e se não ama “bala nele” (no Rio) ou “bate nele”. As coisas ficaram muito extremas. A pessoa te conhece em um dia e na semana seguinte já está mandando depoimentos enormes no seu orkut dizendo que já não pode mais viver sem a sua companhia. Ou ainda matam por causa de uma discussão boba. A última que fiquei sabendo foi de uma menina que foi assassinada com três tiros de fuzil por causa de um bate boca que começou na sala de aula por causa de um celular. Nesses momentos eu fico estarrecida, estupefata, perdida quando tento me colocar na situação dessas pessoas que sofreram violências amargas, difíceis de engolir.

Por isso sou uma ilusão ambulante. Sim, claro! Quem é que quer viver num mundo desses onde o programa medíocre é colocado no horário nobre? Penso no momento feliz e inexplicável de Lewis Carroll ao escrever Alice. Ou então no momento sublime em que Vinicius escreveu sobre a paixão. Quem dera isso tudo pudesse durar para sempre!

Por isso digo e repito: sou viciada e gostaria tanto de viciar os que me rodeiam com todos os meus vícios. Os melhores, os mais antigos, os mais melancólicos! Sou viciada em pessoas de bom coração, em música, em amor, paixão, silêncio, em solidão, em tudo que, de alguma maneira, é puro. O que é belo é um vício a mais, mais um, entre tantos outros que coleciono.



PS: segundo várias definições vício, do latim "vitium", que significa "falha ou defeito", é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Depois de escrever tudo isso é claro e óbvio que discordo. O vício é prejudicial justamente quando a pessoa é viciada em algo ruim, caso contrário não. O que tem de tão ruim ser viciada em MPB, por exemplo? Não tem nada! Que esse vício todo se espalhe!

Cantada barata

Ele, o 14: Vou chamar a Jana pra morar comigo!

Eu:
Ah é?

Ele:
É, e tenho certeza que você vai morar comigo!

Eu:
Onde você mora?

Ele:
Na Saúde!




Não pude deixar de registar isso! O menino dono das cantadas super baratas. Haja criatividade!!!! rs

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Grito de Alerta, Gonzaguinha

Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel...

Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel...

Um Barzinho, um Violão

Minha manhã de hoje!



Gente estúpida!
Gente hipócrita!




Filme triste que me fez chorar...

Canto de Ossanha



Amor só é bom se doer



Essa noite eu perdi a conta de quantas vezes voltei (só um pouquinho) pra ouvir de novo e de novo.

Berimbau

Quem é homem de bem, não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
E assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom, não cai
E se um dia ele cai, cai bem!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Desabafo qualquer

Estava sentada na sala e nem fazia ideia das músicas que estavam gravadas naquele CD. Primeiro veio Beirut, logo em seguida Cat Power e depois chega Damien Rice cantando “The Blowers Daughter”. Com o ouvido tão perto de uma das caixas era como se o próprio cantasse ali, ao meu lado. Fechei os olhos e inevitavelmente lembrei do filme Closer.

Segurei e no meio da música – no hero in her sky – não pude conter aquilo que tanto pedia pra sair. Escorreu a primeira lágrima que percorreu o meu nariz e tocou meu ombro. Depois da primeira vieram várias, involuntárias.

Uma mudança repentina de estado. Não estava triste, mas estava mergulhada em dúvidas. Essa noite, às quatro e meia, fui acordada e obrigada a ler uma mensagem pra lá de desnecessária. A minha vontade, ao perder o sono, era ligar de volta falando um monte, mas não fiz isso.

Na sala parei pra pensar e tentei imaginar porque tudo isso acontece. Só é legal conquistar depois que termina? Depois de ter chorado muito, de ter sentido arrependimento por tudo aquilo que fez, por todos os valores atropelados, por todos os sentimentos criados e nascido no meio de tanta pedra, de tanto empecilho?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Hello, I'm Johnny Cash!



A melhor parte:

When I was just a baby
My mama told me:
"Son, always be a good boy, don't ever play with guns"
But I shot a man in Reno
Just to watch him die
When I hear that whistle blowing
I hang my head and cry





Muito tempo e hoje matei as saudades!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

fugir, fugir...

O poeta parte no eterno renovamento.
Mas seu destino é fugir sempre ao homem que ele traz em si.

Irmã gêmea


Vi essa foto agora e pensei “e não é que ela se parece mesmo comigo? Ou eu com ela?” Sei lá!





Agora entendo porque todo mundo acha que somos irmãs (e gêmeas ainda!)

Metade ela era companheira

Fui mandar um recado pra Carol agora e me perdi no tempo. No tempo de colégio, na nossa viagem de formatura, do primeiro dia que a vi, da discussão ridícula que tivemos (sem detalhes, por favor! Tenho vergonha), do dia do aniversário de 19 anos dela, das pessoas que estavam com a gente e por algum motivo pararam de caminhar lado a lado.

Eu e ela não. Continuamos, apesar de tudo. Eu sei que ainda vamos passar por todas as fases juntas. Fizemos colégio juntas, viajamos juntas (e ainda vamos viajar! Não esqueci do Chile ou da Argentina), passamos na faculdade, contamos mais de mil vezes um determinado assunto, tiramos dúvidas das mais cabeludas...

Tanta coisa e o dobro ainda está por vir... Eu ainda vou à sua casa escutar você reclamando do teu marido, do quanto ele é chato, ou dos seus filhos que não param um minuto, da sua vida corrida, da falta de tempo. E vou lembrar tudo isso, do dia que coloquei isso no blog (o famoso “você lembra?”).

"Metade ela era companheira. Outra metade, era eu que era."

Amo-te! Obrigada por mais um ano ao meu lado. E segura, porque vamos longe. Não chegamos nem perto do destino que as outras se conformaram pertencer.

o trio

Hoje em dia penso o quanto já lamentei pelo que já foi. Sentia falta.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Carol



Que saudade e que NECESSIDADE de conversar com ela!

Então... lamento

Cheguei em casa enquanto amanhecia e fiquei lendo algumas coisas na internet e escrevendo um pouco. Estou extremamente agitada, impaciente e certamente ansiosa.

Tenho algumas coisas pra fazer, mas algumas delas despertam dentro de mim uma preguiça sem tamanho e por isso vou adiando, adiando... Mas comecei a escrever agora não por conta da preguiça, ou pra fugir de alguma coisa. Comecei a escrever porque hoje de madrugada senti uma falta enorme da minha agenda.

Ontem à noite fui até a casa de um amigo rever todo mundo e fazer o bendito social. Não estava nenhum pouco com vontade de ir, mas tenho em mente – e o duro é que é verdade – que “quem não é visto não é lembrado”. Cheguei lá e não deu muito tempo todo mundo começou a ir embora. Por insistência do meu irmão mais velho que adotei fiquei, embora ele tenha ido dormir logo depois. Fiquei na sala assistindo um filme super chato (Once Upon a Time in Mexico).

Antes de ir pra lá achei que não demoraria, e realmente não pretendia, e por isso não levei minha bolsa. Carrego aquele peso para todos os lados, e quando digo bolsa quero, na verdade, dizer agenda.

E antes de quase todo mundo ir embora fiquei ali, sentada, observando algumas pessoas um pouco injuriadas porque a cerveja ainda estava quente (não podiam ficar bêbadas) e elas somente se permitiram conversar a respeito da mesma coisa quando um amigo chegou (bêbado) e tomou a atenção de todos. Naquele momento tinham motivo pra rir, pra tirar o sarro.

Na mesma hora pensei onde estava o meu refúgio. Queria vomitar essa sensação que tenho quando estou com eles. Sei que conheço a maioria há bastante tempo, mas antigamente essas coisas não me incomodavam a esse ponto. Hoje em dia me tira do sério! Eles passam dias seguidos desnorteados por conta de tudo que ingerem ou inalam. Vão trabalhar assim! E o que me irrita nisso tudo é a falta de limite.

Não sabem aproveitar determinados momentos... Um deles montou o que chamamos de “nerdolândia” e ficou no computador, jogando ou fazendo alguma outra coisa que desconheço. Poxa! Faz isso outra hora. Depois esse mesmo infeliz fala que quer ver Dr. House, Fala que eu te escuto e “um filminho bacana com drogas, sexo e rock and roll”. Ah, por favor! Agora paro pra pensar e em todo o tempo que eu fiquei lá eu tive (sem brincadeira) dois diálogos com ele, porque o resto que perguntei ele sequer se deu ao trabalho de responder.

Não é a toa que várias vezes eu chego em casa e me arrependo horrores de ter trocado a minha cama, quentinha com vários cobertores, por uma roda qualquer.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Da Vinci














Outra coisa que vi mais de perto no Sírio foi o Robô Da Vinci, que na verdade é um dos mais modernos sistemas robóticos para cirurgia. Incrível, tenho que concordar. Há inúmeras vantagens: os instrumentos do robô são articulados e podem girar 360° (diferente do punho humano); a recuperação do paciente é mais rápida se comparada a videolaparoscopia ou a cirurgia convencional; o cirurgião que opera, e comanda o robô, tem uma visão 3D, além de conseguir realizar cortes mais precisos, sem tremer, entre mais uma série de coisas.









Mas paro pra pensar e não sei se essa tecnologia ainda vai nos levar ao “plenamente satisfatório”. À cura, ao sucesso? Talvez sim. Acredito que seja por isso que os hospitais de ponta estão investindo milhões em equipamentos e em treinamentos da equipe, entretanto nos leva também a ausência de humanização em saúde. Perdemos o contato e as coisas vão ficando cada vez mais superficiais, sem toque, sem acompanhamento, sem compaixão. Tudo se torna frio e renovável.

Vejo vantagem se as pessoas vissem as coisas como aprimoramento, como aliado. Troca-se tudo pelo computador hoje em dia: beijos, olhares... Falar pessoalmente, ligar pra desejar um bom dia? Pra quê? Tem o orkut, tem o MSN, tem e-mail, e no final tudo se torna apático.

Espero que em medicina, em saúde, em vida não seja assim.

Open the blankets and give them some air

Toda quarta-feira vou pro Sírio assistir as aulas, mas especialmente ontem voltei com uma curiosidade imensa sobre Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda.

Hoje, procurando saber mais sobre o assunto e devorando tudo que falava da tal síndrome, achei um Blog, Angel Missions Haiti, que mostra crianças que precisam de tratamento médico e cirurgias e a evolução de cada uma. Há registros no Blog desde Janeiro de 2007.

Quem souber (ou pelo menos arranhar) o inglês vale a pena entrar. E quem não souber inglês ou não se interessar pelo assunto, apenas entre e veja as fotos. Enquanto passeava pelo Blog, olhando foto por foto, criança por criança, pensava na extrema vaidade das mulheres (e dos homens também!), na maldita necessidade de tirar uma pintinha do rosto só porque não cai bem, ou por querer aumentar tanto os seios, por reclamar horrores e inventar tratamentos cada vez mais caros por causa de uma merda de celulite.

Às vezes reclamamos tanto e nem sabemos o que é – realmente – ter um motivo pra chorar as pitangas.

Quem quiser saber sobre Guillain Barré clique aqui.
E quem quiser ver o Blog clique neste aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

atropelando as coisas de uma maneira que nem eu entendo e por favor nem tente entender porque será energia em vão ou não não sei mas quem sabe

agora estou parando um pouco pra pensar e tudo está tão confuso impaciente chato sensível que eu tenho vontade de deitar na minha cama e me esconder debaixo daquele cobertor e deixar tudo se esvair da maneira que quiser da maneira que eu bem entender ando cansada de internet de gente que é incapaz de se resolver de crescer de mudar de aceitar que isso não é aquilo e vice e versa e versa e vice e solidão angústia angustiada inquieta impaciente impaciente impaciente mil cruzes e ainda fico mais irritada quando sou obrigada a ler frase sem nexo e abarrotada de erros de português não tenho paciência e nem permito os meus erros quem dirá dos outros chega preciso mudar estudar estudar estudar e estudar pra realizar aquilo tudo que eu vomitei ontem na mesa da pastelaria pra um amigo que ficou meio perdido com tantas informações e ele nem percebeu que ontem eu estava tão perdida quanto ele e hoje estou mais perdida que ontem devo estar pior que cachorro em dia de mudança em dia de tiroteio está horrível essa sensação de pré explosão de gozo de fúria de choro de sonhos não concretos mas quem é obrigado a ler tudo isso e ainda não entender nada do que se passa acho que ninguém

é disso

Ontem, sentada na mesa de uma pastelaria, contava meus planos, ansiosa e feliz por achar que posso.

Hoje a minha vontade é de perder o ar, ou fazer o ar simplesmente faltar com meia dúzia de cigarros mal fumados.

Pra enganar. Pra aliviar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Michael Jackson e o que eu quero

Na televisão hoje, dia 7, só falava uma coisa: a morte de Michael Jackson e a tal homenagem a ele no Staples Center. Quando a cerimônia começou até cheguei a me emocionar, mas não por conta do Michael Jackson ou então por causa do seu caixão banhado a ouro que custou 25 mil dólares (só citavam isso, enquanto não sei quantas pessoas imploram por 25 centavos pra poder alimentar seus filhos, um absurdo de vaidade, mas quem sou eu?).


Na hora lembrei o que coloquei aqui no blog alguns dias atrás. Claro que não quero uma homenagem tão grande que nem a dele, até mesmo porque sequer conheço 18 mil pessoas, mas havia muita coisa ali que eu gostaria que acontecesse daquele jeito.

Caixão fechado, música e fotos de todos os momentos que marcaram a vida dele. E também adorei a maneira como Queen Latifah falou. Ela se expressou de uma maneira tão bonita, sublime, calma e com um sorriso no rosto que os repórteres até estranharam, mas é aquilo que tem que ser: celebre aquilo que foi vivido e não aquilo que não existe mais.

Postei, assim que fiquei sabendo da morte dele, que tinha ficado abismada, mas hoje paro pra pensar e vejo o quão fútil e infeliz fui ao postar aquilo. Era o Michael Jackson homem, assim como tanto outros! Assim como a Rafaella, assim como o Tio Rogério, assim como a Carlinha, que respiravam, que sentiam, que morreram.


PS: sem contar nas pessoas que se “vestem” de fãs e vão pra frente do local tumultuar e tirar fotos sorrindo. Desrespeito a quem realmente sente pela morte dele.

Tudo que dói

Hoje enquanto conversava com a minha mãe meu telefone começou a tocar. A curiosidade de saber quem está ligando é sempre grande e logo caminhei em direção a mesa e abri o flip. Assim como a curiosidade tomou conta, a falta de paciência também tomou e logo coloquei ali em cima da mesa, com uma cara que não negava a falta de vontade de sequer atender.

Não deu muito tempo e de novo tocou. Lá de fora falei pra minha mãe atender e falar que eu tinha saído e que tinha deixado o celular em casa.

Ela veio conversar comigo e depois que ela saiu parei um pouco pra pensar. Na verdade estou pensando nisso tudo há tempos e a vontade de escrever sempre predomina, mas o desgaste é tanto que o tesão pra colocar aquilo que me faz mal pra fora é mínimo, e então não escrevo.

Eu estou cansada dessa mesma ladainha que me persegue. Eu não sei onde estava com a cabeça naquele sábado – de fato sei: estava com a cabeça mergulhada em um negócio chamado “delicinha” que me destruiu e acabei fazendo coisas que normalmente não faria se estivesse sóbria.

Todo aquele papo de “estou diferente”, “vamos ficar juntos” era mesmo tudo balela! Ele está igual! Com os mesmo vícios de linguagem que me tiram do sério, com o mesmo beijo que praticamente me sufoca, me esmaga, com a mesma maneira de pensar, de comer, de andar arrastando os pés, de olhar com aquela cara de cachorro sem dono que me irrita, com a péssima mania ao achar que as coisas podem ser iguais ao que é contado na tela do cinema. Continua achando que concordar comigo em tudo vai me levar pra perto. E ele está tão enganado sobre tudo...

Nesses nossos “vai e volta” eu sempre tive uma visão muito diferente da dele e por isso sempre fui a “sem sentimentos” da vez. Amo ele e disso não tenho dúvidas, mas como meu amigo. Ele é incapaz de enxergar o quanto se torna chato quando deixa de ser isso e passa a ser qualquer outra coisa. Ele sempre me sufocou e eu sempre falei isso pra ele.

Tenho culpa e não nego. Sempre dei chance pra que a terceira, quarta, quinta vez acontecesse, mas uma situação totalmente mascarada era apresentada e eu sempre quis acreditar (principalmente nos meus momentos em que a solidão era minha aliada). Talvez até mesmo por orgulho ferido, por não aceitar que uma coisa não dava certo simplesmente porque não dava.

Mas tenho plena consciência que tudo isso sempre me cansou, antes mesmo de começar, principalmente o fato dele não aceitar que “nós” não existe. Sempre ficamos depois que alguma grande relação minha tinha chegado ao fim. Ficava com ele pra tentar sanar aquilo que estava ali, aberto, recém formado. Eu precisava de colo, de um “eu te amo” ao pé do ouvido, de abraços e de Dave Matthews na tela. Só.

Essa história de “mas diferentes é que somos iguais” é a maior mentira, no que diz respeito ao nosso relacionamento, que acreditei por alguns minutos. Somos realmente diferentes, até no amor. Somos diferentes porque eu cresci e ele ficou estagnado nos seus 23 anos, mergulhado em um copo de cerveja com um violão nas costas.

Sei que parece egoísta, mas sempre deixei quase tudo muito claro. Aquilo que não dizia na lata era porque achava que não precisava, mas ainda assim estava nas entrelinhas. No fundo eu acho que o que eu sempre amei foi a dor. Amo tudo que dói nele.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Domingo

Cheguei duas e pouco da manhã e acordei não tem muito tempo, mas não porque quis, e sim porque meu pai fez o favor de entrar no meu quarto como se entra pra guerra. Dei um pulo da cama e com o coração tão descompassado resolvi levantar e escrever.

Escrever, escrever e escrever. Sei que tenho que colocar pra fora todo esse sentimento dos últimos dias, mas até falta paciência pra parar um pouco pra pensar. Não quero pensar a respeito disso tudo. Não quero saber de fato o que estou pensando. Dane-se!

Pego a minha agenda e os dias estão em branco, mas é como se eu enxergasse tudo com letras miúdas, como se eu fosse capaz de sentir aquilo que está escrito ali, branco no branco.

Ontem eu cheguei e fui pra frente do espelho. Não pra me olhar, me arrumar e muito menos pra caçar defeitos e afins. Parei pra conversar um pouco comigo, pra ver o que aquela outra pessoa que – vira e mexe – às vezes tento esconder por medo, por vaidade. Ainda assim falei pouco e ela não falou quase nada... Apenas sorriu pra mim e disse “vai deitar, vai”.

Obedeci e subi as escadas. Por efeito de boas doses de um bom vinho entrei no quarto e deitei. Leve, arrítmica, ansiosa e ainda nervosa. Depois de certo tempo pensei como seria se eu não fosse o que acabo sendo nas entrelinhas, mas logo abandonei a ideia porque nem quero saber como é: deve ser muito chato.

Embora tenha dormido pouco, confirmei o que havia dito na mensagem – totalmente fora do que deveria ser uma resposta, mas tudo bem. Ainda assim dormi bem. Muito bem.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

The Circle of Life

Eu sou mesmo uma pessoa muito sensível. Mas hoje eu fui a um velório e em vez de ficar sensibilizada, eu fiquei muito incomodada!
Pra nós já parece injusto como algumas pessoas morrem. Ou morrem por culpa de outras, ou sofrem demais depois de uma vida inteira de luta.
Mas o ciclo da vida é algo externo a todos nós e acho difícil ou mesmo impossível que possamos entender. Foi outra coisa que me incomodou.
Eu acharia injusto demais se depois de viver minha vida inteira buscando alegria e prazer, me esforçando pra dar o melhor de mim e tentando viver de forma a ser pra mim e pros outros uma boa companhia, com energias boas a oferecer... se depois de tudo isso as pessoas fossem "se despedir" de mim numa sala cinza, com uma coroa de flores terrível ao lado do meu ex-corpo.
Acho mais justo que não haja nem velório, porque o que fica ali não vai ser mais a pessoa que vivia com vocês.
Vamos fazer um acordo?? Quando eu morrer, naaaaaaada de coroa de flores fúnebres. Nada de roupas pretas.
Que os meus órgãos sejam doados e que o resto seja cremado. E nada de guardar cinzas, pelo amor! Que o pó volte pra natureza o mais breve possível. Extremo materialismo e egoísmo querer ficar com "o que sobrou". Cinzas definitivamente não são o que sobrou. Corpo enterrado definitivamente não é o que sobrou. O que sobrou ta dentro de quem fica. Eu não quero que ninguém vá me procurar num túmulo. Me procurem na memória...
Eu também NÃO sou cristã e NÃO cultuo o sacrifício nem o sofrimento para obtenção da 'felicidade eterna'. Portanto sem cruxifixos em volta do caixão, ok?




O texto não é meu, mas sempre falei isso pra minha mãe. Disse que eu se ela fizer questão de velório, que faça, mas nada de exposição. Quero que tenha apenas fotos minhas sorrindo, com meus amigos... Em momentos que estive alegre, bem, feliz. Com música e se sentir vontade de chorar é pra lembrar de algum momento bom, cheio de risadas, mas não chore.

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...