Quem me vê assim não enxerga a outra Janaina que existe dentro dessa. E nem a outra que existe dentro dessa outra.
Nessas últimas horas eu estive pra baixo, com poucos minutos em que esqueci a Janaina de dentro e consegui esboçar um sorriso. Muito tempo aquela de fora cumpriu o seu papel: estar de corpo presente.Ontem, enquanto estava sentada, voltando pra casa um homem me olhava tanto que eu tive vontade de perguntar o que se passava dentro dele. O que ele enxergava ao me ver daquele jeito, com um lenço de papel e um coração nas mãos. Eu queria saber se alguém se importava mais do que ele. Ou se ao menos ele se importava. Se era curioso. Depois de longos 15 minutos percebi que era apenas curiosidade.
Tem transbordado e percorrido as minhas maçãs com facilidade. Tenho idéias horríveis ao meu respeito e bobagens que não valem a pena serem registradas.
Se eu pudesse, se não tivesse atividades valendo um semestre e se não tivessem memória talvez me esquecesse em uma cama de um hotel barato.
Sem ninguém. Sem mim.

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