domingo, 24 de maio de 2009

Minha outra parte

Estive deitada a maior parte do tempo nesses últimos dias. Porque fui obrigada e porque queria melhorar logo dessa minha fase cabisbaixa... E pensei. Pensei muito, em tudo e em todos. O que quero da minha vida agora, daqui um ano, daqui seis. Não cheguei a uma resposta conclusiva, pra variar e pra acabar me intrigando ainda mais.

Mas não comecei a escrever pra colocar pra fora aqui o que andei a pensar. Senti vontade porque faz algum tempo que queria escrever sobre a minha mãe.

Quinta-feira fui ao médico e quando subi com os exames ele abriu a porta pra que eu entrasse e falou que cada vez mais eu estou parecida com ela. No sorriso, no jeito de falar... Dizem que sou uma xerox colorida dela (apesar de não achar).

Mas além de toda aparência, do fato da grande maioria achar que nos parecemos mesmo e de sermos mãe e filha somos amigas. Nos últimos dias, talvez meses, ela se tornou a minha extensão. É com ela que converso mais, que dou risadas de arrancarem lágrimas... É com ela que passo mais tempo, é no colo dela que eu choro. E é ela que me manda mensagens no meio da noite, mesmo estando no andar de cima, pra ver se consegue me animar um pouco. É ela que tem suprido a minha necessidade de companhia.

Apesar das minhas chatices, das chatices dela nos damos muito bem. Ontem eu quis registrar isso e hoje quando comecei a querer chorar na mesa a minha vontade era pegar um papel, só pra escrever.

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