quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pra que tanto alarde?

Ontem estava louca pra voltar logo pra casa! Aquele frio e aquela chuva me faziam pensar que todo mundo era merecedor de estar em suas respectivas camas, debaixo dos cobertores.

O metrô chegou e aquele vento no rosto causava arrependimento: deveria ter faltado só um diazinho.

Entrei e sentei. Como de costume passei a observar quem estava ali, ao meu lado.

Perto de mim havia um casal, aparentemente bem. Reparei que a mão dela estava no bolso de trás dele e sei que posso parecer um pouco careta, mas acho esse tipo de coisa super desagradável. Há horas e horas pra colocar a mão na bunda do seu namorado, e definitivamente aquela não era a hora, mas...

Continuei a reparar nas pessoas, mas esse casal continuava a chamar a minha atenção – e a de todo mundo! Uns beijos mais calientes, com uma perna entre duas... E por estar olhando tanto a menina deve ter começado a pensar que estava dando em cima do namorado dela e tornou tudo ainda mais explícito. Era língua pra tudo que era lado, uns apertões, um rala-coxa e mordidas na orelha.

Logo desci, no Paraíso, e por isso não posso relatar como terminou.

Parei pra pensar nisso e realmente acho um absurdo demonstrações públicas de afeto. Beijo eu já acho um tanto íntimo demais pra dar na frente de pessoas estranhas... O resto então, nem se fala!

Vira e mexe vejo pessoas se atracando nos vãos das estações, na rua, na faculdade ou até mesmo dentro do vagão, e eu acho que elas esquecem certos valores.

Acredito que sexo não é só o próprio ato, aquele entra-e-sai terminando com o orgasmo. As pessoas esquecem que sexo também é toque, carícias, olhares... E em vez de aproveitarem esses momentos a sós preferem vulgarizá-los (e ainda acham bonito).

Como eu queria ter nascido antes de 1988!

Nenhum comentário:

Postar um comentário