domingo, 18 de janeiro de 2009

Devaneios da Vontade

Eu sabia que gostava do meu primo, mas não achei que poderia ser tanto assim. A melhor coisa que me aconteceu nesse novo ano foi ter ido a Pinda! Achei que seria mais uma volta frustrada por não ter conseguido conversar com ele direito, por ter vergonha e tudo aquilo que estou careca de saber.

Dessa vez tive que dar a minha mão a palmatória! Marcamos de sair à noite (e ainda marcamos por mensagem de celular, sendo que estávamos no MESMO lugar, um na frente do outro), e apesar do lugar ser horrível, com uma banda de pior qualidade que quase estouraram os nossos tímpanos, vou dizer que foi bom. Aqueles olhares cruzados, mãos dadas e carinhos que percorriam o meu braço fizeram a noite se tornar mais do que especial, e a partir daquele momento sabia que não voltaria pra casa frustrada mais uma vez.

No carro me senti encurralada, sem saída e nervosa. Mas ao mesmo tempo sentia uma felicidade que quase transbordava o meu coração. A situação que esperei por quase 2 anos pra que acontecesse estava ali, diante de mim. Depois de alguns minutos tensos, o nosso primeiro beijo, enfim! Não sei se a espera, o desejo e todo aquele joguinho pra conseguir conquistar alguém ajudaram, mas o beijo foi ótimo! Por alguns segundos achei que aquilo não poderia estar acontecendo.

Chegamos na casa dele, e um filme longo, um chaise e um cobertor nos uniram ainda mais. Senti-me enamorada. Parecia uma adolescente provando da primeira paixão ao colocar um anel no dedo anular da mão direita. Esse sentimento recente tomou conta a ponto de me deixar egoísta e não querer sequer que ele dormisse. Qualquer minuto pra mim naquela noite valia à pena.

Há muito tempo não beijava e não era beijada daquele jeito... Um jeito que chegava a tocar a minha alma, ainda mais quando, com a televisão já desligada, os nossos beijos e carinho ofegantes eram iluminados quase que por inteiro por uma luz incessante do visor do rádio.

Eu tinha pressa em beijá-lo. Estava ansiosa para sentir os afagos de seus dedos em meus cabelos, pra sentir aquele arrepio bom que, sem permissão, percorria todo o corpo.

A nossa madrugada foi surreal, e tive a sensação de que o conhecia dessa maneira há muito mais tempo, e depois percebi que aquilo poderia ser apenas o começo de um sentimento verdadeiro, puro e gostoso, e que eu não poderia deixar isso escapar entre os dedos, assim como meus cabelos escorregavam entre os dele.

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