quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2000 INOVE!

Mais um ano se passou, e no final dele é mais do que certo que paro pra pensar em todos os balanços, fazer uma recapitulação geral, e tentar aprender com todos os tapas, tombos e acertos. Colocar no papel o positivo e o negativo.

Passei por uma reciclagem severa de pessoas e a maneira como lidava com elas. Sofri uma pressão interna grande ao mudar tanto em relação a quem fingia se importar. Doeu, mas passou.

Conheci pessoas que quero pra sempre ao meu lado, assim como encontrei pessoas que deixaram cicatrizes. Há pessoas que amo, mas por um motivo ou outro são distantes. Conheci quem já nem lembro mais. Mantive os que são de verdade ao meu lado.

Recebi de braços abertos quem me fez e faz tão bem, sem ao menos saber: Aysla.

Amei amores mal resolvidos, odiei alguém por um minuto, lutei para conseguir o que queria, ri com danças inesperadas, senti prazer com sorrisos sinceros e abraços demorados, gozei, sofri com mau humor e grosserias, tive alegrias e tristezas, senti saudades e todos os outros sentimentos e emoções que definem aqueles que são seres humanos. Enfim, existi.

Aprendi a dar mais valor àqueles que são sangue do meu sangue. Àqueles que são amigos de verdade, até mesmo no dia em que você está um nojo de pessoa. Respeitei quem estava à beira da morte, e chorei por cada um.

Se pudesse mudar alguma coisa agora, mudaria uma, com palavras de Renato Russo: “Quem me dera, ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
conseguiu me convencer que era prova de amizade.”

2009 está aí! E espero levar todas as lições de 2008 à diante.

Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quem me tornei?



Onde você ainda se reconhece?


Na foto passada ou no espelho de agora?



Oswaldo Montenegro - A Lista


Olhando fotos de certo tempo atrás, eu canso de me perguntar o que estou fazendo na minha vida. Mudei tanto que quando penso no passado me assusto.

Antes eu tinha um olhar puro, inocente... Nas fotos recentes enxergo uma mulher e me pergunto quem é ela. Na verdade sou eu. Apenas diferente!

Já não tenho mais o mesmo corte de cabelo, nos ombros...
Já não uso mais lente colorida... Acabei ficando com a incolor. Aquela história de todo mundo achar o meu olho lindo e em seguida perguntar se era lente enchia o saco!
Já não sou mais classificada pela turma como BV, entre outras coisas...
Perdi a noção, o limite do certo e errado.
Era tão tímida, a ponto de ser chata, e hoje em dia adoro ser notada, assim como gosto de me sentir e ser desejada.
Perdi a vergonha. Não tenho mais papas na língua e sou extremamente sincera.
Freqüentei aulas de chatices durante esses 06 anos. Sou chata sim, o que é um bom sinal, afinal só pego no pé de quem eu realmente gosto. Mas tem dias que estou insuportável, a ponto de não me agüentar.
Quando decido conquistar alguma coisa ou alguém, escreva! Porque eu consigo. Cerco, sigo, planejo... Vou ao inferno, se preciso.
Adoro liderança. Com o passar do tempo isso ficou mais aflorado, mas ainda me contenho.
Apesar de esconder (ou tentar) sou muito carente. Hoje ainda mais. Preciso constantemente de adornos e mimos.
Mudei o desenho da minha sobrancelha (ainda bem!).
Aproveito as coisas da minha maneira, não me importo com a opinião alheia.
Não troco de idéia tão facilmente como antigamente. Nenhuma meia dúzia de palavras me faz repensar em qualquer bobagem.
Sou ciumenta, mas sei me controlar. E ainda devo confessar que sou dramática.
Aprendi a gostar de Björk. Me encantei e me apaixonei por Dave Matthews.
Minhas verdades são prontas.
Reclamo. E como reclamo!
Continuo brigando com o relógio. Ele insiste em me atrasar!
A vida me mostrou que o mundo gira sim, e hoje isso me assusta!

Nesses anos, entre uma foto e outra, fiquei calejada de tanta mentira, de tanta hipocrisia e decepções. Raramente alguém consegue me comover.
Fui enganada por aqueles que juravam amizade “eterna”.
Sofri amores que insistiam continuar presente.
Sofri poucos amores, mas os vivi de maneira intensa dentro de mim.
Com tanta mudança passei a acreditar mais nas pessoas, e em mais amigos... Coisa que JAMAIS deveria ter feito.
Sinto saudades de pessoas que me fizeram muito bem. Aquele tipo de saudade que dói no peito.
Aprendi a omitir os fatos. Toda vez que mentia me dava mal. Agora minto se for pro meu bem.
A minha doença passou a se chamar excesso. Excesso de paixão, de burrice, de amores mal resolvidos, de loucura, de gozo.
Fui capaz de fazer coisas que jamais ousaria contar para os meus netos.
Hoje eu falo besteira. Faço muita besteira. Até arrisco alguns palavrões.
Parei de chorar pelos outros. Se chorar, choro por mim.
Talvez tenha me tornado egoísta (ou não), mas acredito que só parei de distribuir boa vontade ao vento.
Revesti-me de uma nova personalidade e mudei muitas vezes desde então.
Passei a odiar o básico... Não sou muito chegada no comum.
Continuo exageradamente exagerada.
Aprendi a viver a minha vida o quanto antes, fazendo todas as merdas que vierem à cabeça, porque não é de hoje que vivo.
Percebi que o melhor a fazer é pensar em voz baixa e sonhar alto, muito alto.
Apesar dos pesares, sou feliz do meu jeito não muito convencional... Mudo conforme o ritmo da minha música.

Entre 2002 e final de 2008 fui capaz de mudar tudo isso que acabei de citar. Por vontade própria ou porque simplesmente mudei.

Vivo cada instante, cada hoje, cada minuto de dor ou de alegria.
Porque já fui quem não sou e hoje já sou quem sou. Talvez amanhã eu mude.
Talvez.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Fazendo média

Quem dera pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abri-los em cada mês do ano.


- Harlan Miller

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mãe e Pai


Voltas e voltas em busca de uma definição única, e enfim me rendo a um único termo: inexplicável.

Os sentimentos... Estes são diversos! Misturam-se em uma única pessoa, ou algumas pessoas se tornam um único sentimento.

O que toma conta de mim quando olho essa foto, de 06 anos atrás, é bem definido como um emaranhado de emoções e sentimentos, que não pode ser desfeito para melhor explicar. É muito mais que amor, é muito mais que respeito. É muito mais que querer ter e pertencer para todo o sempre.

Talvez o vocabulário tenha abandonado todos os poetas quando o assunto é pai e mãe. É difícil traduzir em palavras tudo o que sinto por eles.

A cada dia que anoitece, a cada sufoco que passo, a cada foto que olho e relembro de todos os momentos maravilhosos que marcaram minha vida de uma maneira única, acredito ainda mais que não há amor tão verdadeiro e nem sorriso tão sincero como o dos nossos pais.

Então fica assim definido: inexplicável. Inexplicável emaranhado de sentimentos. De fato não é um termo errado, só gostaria de um termo mais apropriado, mais apaixonado, mais “William Shakespeare” para todos esses sentimentos que se mantém entrelaçados.


EU AMO VOCÊS!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cadê a minha paz emocional?


Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia quem brincava de PRINCESA acostumou na fantasia.


Chico Buarque - Quem Te Viu, Quem Te Vê







Encontro a paz poucas vezes por semana, ou até mesmo poucas vezes por mês... mas quando estou longe dela (E) só eu conheço a latitude do silêncio que invade o meu espaço. É fato que cativou um lugar certeiro em meu coração.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

a saudade de todo dia


Eu estou morrendo de saudades, e com todo esse tédio que toma conta das minhas tardes, a saudade invade.

Quero voltar LOGO pra faculdade!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Grávida

Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor



E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz


Simone & Zélia Duncan - Grávida






Não que eu queira estar.
Não que eu não tenha me preocupado o bastante a ponto de perder o sono.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

exprimir-se

Eu vou parar de falar de mim pra você.
Parece que faz questão de lembrar apenas dos meus erros, dos quais custo esquecer.
Vou parar de falar de mim pra você.

E vou parar de gravar tanto os seus detalhes.

entre os olhos e os cabelos







Beijo na testa é lindo!
Muitas vezes é minha primeira opção.
É uma mensagem sublime.
É um gesto de puro respeito.
Intencional ou não.

falta



Deixa, deixa, deixa
Eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar
Suportei meu sofrimento
De face mostrada, riso inteiro
Hoje canto o meu lamento
Coração cantou primeiro
Você não tem direito
De calar a minha boca
Afinal me dói no peito
Uma dor que não é pouca
Tenha dó




Ivan Lins - Deixa Eu Dizer