segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Will I always tell the truth?


A questão nem tem sido "Vou sempre dizer a verdade". Dane-se se tem mentira no meio ou não. Até porque é humanamente impossível uma pessoa nunca ter mentido na vida. Por mais boba que tenha sido a história, todo mundo já cometeu esse erro, e como a música diz “isso não é pecado, exceto quando faz outra pessoa sangrar”. A questão é quando essa pessoa não é a outra, e sim você. Depois de uma análise, que nem precisa ser profunda, você percebe que os dias estão repletos de erros, que se acumulam de uma maneira monstruosa e gradativa, e que para consertá-los custa muito. Custa muita coragem. E nesses últimos dias, mais do que antes, eu tenho essa sensação aflorada em minha pele.

Na hora que estou sozinha ou esperando o metrô, a minha mente fica repleta de coisas que não valem a pena citar. Tanta coisa ruim passa por ela, que chego a me questionar que tipo de ser humano (se é que posso falar isso) eu sou. Que tipo de pessoa age sem ao menos pensar nas próprias conseqüências.

Estou aqui, sentada em um computador da faculdade, prestes a cometer mais um velho erro. Não satisfeita com todos os outros que já cometi, ou que vez ou outra cometo de novo.

Essa vida de oba-oba cansa. Não é fácil manter as minhas duas personalidades. Por fora sou aquela pessoa liberal, pra cima, que adora ser solteira, que está pronta para novas aventuras. Enquanto existe uma outra Janaina que grita, querendo sair, e ela é totalmente o oposto. Não é liberal, é egoísta e acha ter razão quando fala que quer um amor só pra ela. Sonha em casar e ter filhos, e não agüenta mais essa vida de solteira, que parece que nunca mais vai ter fim. Está de acordo quando o assunto é “novas aventuras”, porque novas aventuras com um companheiro pra ela também é novidade.

Eu cansei de ter um relacionamento (caso, affair... como quiser!) medíocre, hipócrita, que me traz felicidade momentânea. Cansei de estar sozinha em pleno domingo de chuva, sem ter alguém para estar deitado ao meu lado debaixo de um cobertor, assistindo a um filme qualquer. De não ter alguém para ligar quando chegar da faculdade, ou dizer que estou com saudades. De não ter uma mão para pegar quando entro em algum ambiente. Eu sinto falta de amar. Eu sinto falta do “eu te amo”. Eu sinto falta de fazer amor por amor.

E entre choros e risos, eu sempre opto pelo riso acompanhado, e pelo choro solitário.

Eu só não sei o que dá nesse meu coração desesperado e bobo que aceita qualquer “oferta” mesquinha, e acaba optando sempre pelo caminho mais fácil, e mais doloroso também. E o caminho de volta já não é tão simples assim. É ter que enxergar que fiz a escolha errada, e reaprender a conviver com aquilo que não tive nos últimos tempos. É aceitar que existe sim um amor ao meu lado: aquele que eu fantasiei.

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